Ordem
da Rosa
Atenção: esta é uma obra
de ficção.
A partir do início do
século XVIII, as mulheres luso-brasileiras começaram a reivindicar maior
igualdade com os homens, incluindo oportunidades de educação e trabalho e
participação na vida política do Império. Em 1745, a princesa D. Amália, da
família imperial, criou a Ordem da Rosa, cujo objetivo original era principalmente promover o papel das mulheres em todos os aspectos da vida luso-brasileira.
Embora já existisse há muito a opção de se
tornar uma amazona, boa parte novo movimento feminista sentiu-se atraído pela
nova Ordem que, menos militarista e mais flexível, dá possibilidades às mulheres de se destacarem sem ter de adotar um estilo de vida tão truculento. Sua organização é quase tão
polivalente quanto as Ordens de Cristo e do Cruzeiro do Sul, embora seja menor:
15 mil amazonas (3 mil das quais formam a força combatente) e 80 mil servidores e dependentes. Ao contrário
das icamiabas, as cavaleiras da Rosa podem se casar e
seus maridos e filhos podem ser admitidos na Ordem. Os homens, porém, ainda são uma pequena minoria, pouco mais de 10%: a idéia de ter mulheres como chefes ainda não foi bem digerida na cultura luso-brasileira.
A Ordem mantém quatro
universidades destinadas prioritariamente a dar opotrunidades a pesquisadoras e mulheres estudantes. Administra também comunidades
para mulheres idosas e dezenas de hospitais e centenas de centros de saúde,
voltados principalmente para problemas de saúde feminina.
Seu papel militar é
peculiar. Sua força de combate não é constituída de tropas de choque, mas de
pequenos grupos especiais, especializados em operações de apoio médico, guerrilha,
resgate e engenharia militar. Possui também uma divisão de guarda costeira, que opera pequenos navios com bases em vários pontos da costa do Brasil e de Portugal e uma divisão de espionagem. Dizem os boatos que algumas dessas espiãs são extremamente sedutoras e conseguem informações usando métodos pouco ortodoxos. A Ordem nega.